07 fevereiro 2009

A um Negrilho

Na terra onde nasci há um só poeta
Os meus versos são folhas dos seus ramos
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.

Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

Miguel Torga

Para os celtas a árvore simbolizava o eixo da Terra, o equilíbrio entre os três níveis do cosmos: o subterrâneo, através das raízes, a superfície pelo tronco e o céu, através dos ramos.

O Olmo (ou Negrilho) era símbolo da vitória e da conquista de novas metas. Para Torga representa a harmonia e a serenidade, um espaço protector, acolhedor, cúmplice…


A Natureza, a simbologia e a Arquitectura…em que medida podemos relacioná-las?

1 Comentários:

Blogger Joana D'Arq disse_

...de forma alguma...

17 fevereiro, 2009 17:48

 

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