27 janeiro 2009

Labirinto

serra2b Primeiro lentamente. Passos curtos e receosos. Depois impulsionado pela curiosidade, esse medo agradável, que prende e fascina. Percorres a sombra. Curva e contracurva. Por vezes restringido pelos pesados muros que se aproximam sinistramente. Outras, menos, perdido no vazio de tal amplitude. Caminhas, páras, surpreendes-te, recuas, corres, voltas a avançar. No escuro solitário. Por fim, amplo e luminoso...um beco sem saída.

Maio 2006

…E por aí algures, encontrar o condutor do espaço…

3 Comentários:

Blogger Jacob disse_

É engraçado. Pode ser altamente parvo, mas isso faz lembrar a definição de "thread". Ou como nós chamamos, informáticos, na nossa gíria, "fio condutor". E basicamente um processo, um programa. E das duas uma : ou a thread nunca acaba, passando eventualmente por onde já passou, ou então acaba, como que num beco. Tal como vocês dão forma a esses labirintos, também nós damos aos nossos ^^. Uns mais palpáveis que outros, mas ambos reais

27 janeiro, 2009 22:14

 
Anonymous Anónimo disse_

Há sempre uma saída...
Nem que seja a mesma pela qual se entrou :)
Quanto ao espaço vai estar presente, mesmo que a luz se apague...

(Eu gosto dos teus posts, mas não tenho grande jeito para os comentar xD)

30 janeiro, 2009 22:34

 
Blogger Joana D'Arq disse_

não consigo deixar de achar engraçado tu dizeres que não tens jeito para comentar os meus posts, quando chegaste precisamente ao cerne da questão neste teu comentário. Quer dizer, fora todas as ambiguidades deste post e os seus duplos sentidos (falo do espaço e não só, como sabes, aliás, este texto não falava do espaço como eu o interpreto hoje)...tu deste logo com o sentido do condutor de espaço que refiro (coisas de arquitolos!)...depois de todo um percurso não temos outra solução senão voltar para trás..de certa forma é como na vida...andamos para a frente, aprendemos, testamos, mas há sempre um momento em que temos de voltar atrás, repensar tudo, lançar uma nova perspectiva por aquilo que já passamos...e sim..o espaço...está sempre presente embora com diferentes tonalidades...embora o tomemos quase sempre como um elemento secundário, é sempre nele que tudo acontece...;)

30 janeiro, 2009 22:44

 

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