Exigência ou Estupidez?
Tem dias em que, entre arquitectura e o suicídio, o suicídio chega a parecer uma possibilidade agradável.
Irónico e contraditório quando me dizem que o importante é viver a vida e aproveitar tudo ao máximo, sair, festejar, ir ao cinema, ler livros… e depois fazem exigências despropositadas de trabalho…Talvez se os dias tivessem 48 horas eu conseguisse fazer tudo isso e cumprir com o trabalho pedido, porque na verdade as 24 que tem não chegam nem para a segunda.
Trabalhar faz bem. A exigência faz de nós melhores. Mas até que ponto? Até que ponto é essa suposta exigência coerente, responsável, racional, justa e justificável? Até que ponto podemos exigir (aos outros) o impossível?
Diz-me que não devemos exigir demasiado de nós próprios, que não devemos ultrapassar os nossos limites…E no entanto forçam-no constantemente…
Se calhar acreditam que trazer-nos de rastos vai fazer de nós mais criativos e mais produtivos… anedótico não?
Palavras para quê? Vocês sabem qual é a sensação…
5 Comentários:
Eu não tenho nada a dizer(a não ser insultos), porém acredito que este texto de Russell Bertrand expõe os meus pensamentos:
"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões"
22 janeiro, 2009 20:34
O poder só se exerce quando se pode. Ou quando deixam que se exerça. A verdade é que mesmo professores estão sujeitos a avaliações e podem ser sancionados/disciplinados através das mesmas. Cabe a vós também ver qual é que é o ponto em que se passa da exigência para a utopia. E quando isso acontecer, fazer notar, directa ( falando, protestando, berrando, chorando, insultando ) ou indirectamente ( não fazendo o que é pedido ). O ónus está do vosso lado. São vocês que têm de mostrar que isto não é benéfico, não eles que têm de provar que é. Faz lembrar os métodos de trabalho das empresas da revolução industrial inglesa! Esses depois de se organizarem ( em sindicatos ) fizeram se ouvir. Façam se ouvir vocês! Se ninguém faz nada, é porque não é incomodado ao ponto de contrariar essa inércia
22 janeiro, 2009 22:22
pois...tempo livre é algo com o qual os estudantes de arquitectura (claramente) não são presenteados...e o pior é que há sempre alguém que faz questão de nos lembrar que não temos tempo para nada... :p não é joana? :D
isso!!!...não temos tempo para nada, trabalhamos 'como se não houvesse amanhã', mas o amanha aparece para nos informar 'estas atrasado' (ou, a quando das directas, para nos dizer: falta a trama no espaço natural :)),(lá está) não dormimos e, numa espécie de estupidez incurável, desejamos não ter de o fazer...
...mas o facto que mais me intriga é k NÃO TROCAVA ARQUITECTURA POR NADA :D
23 janeiro, 2009 00:09
Ora muito bem, temos aqui umas mentes de uma juventude revolucionária, sim senhores! Mas o melhor é que se fala e se protesta muito, até usando a tal imaginação "arquitectiana", mas ao fim ao cabo, o trabalho aparece feito dentro do prazo pedido e, melhor ainda, para o ano que vem todos estes protestos irão ser rotulados com um grande "exagero" pelos próprios autores! Sugiro andar um passo a frente e olhar para o trabalho como pouco, ou pelo menos, não muito!:) Já agora, bom texto reflexivo!:)
24 janeiro, 2009 16:20
verdade Ricardo...e lá está, o trabalho ficou pronto a tempo e com menos dificuldade do que se pensava inicialmente...por acaso dei por mim a pensar nisto ainda antes de ler o teu comentário. Acho que já começo a entrar no esquema, a perceber de que forma se deve gerir o trabalho...e bem...espero que, como dizes, para o ano me pareça tudo exagero...:) (também espero não ter que fazer projecto I para o ano...:P)
26 janeiro, 2009 19:01
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