Zoides
Os zoides invadem a casa: Não: os zoides regressam a casa. E não: os zoides constroem a casa.
O zoides constroem a casa existente ruína de onde voaram a carpintaria, os tubos, a água corrente.
Todos constroem a casa feita por séculos por todos.
Todos se encontram na casa descoberta por alguém enfim não se sabe quem de súbito: nós.
Encontramo-los companheiro ressuscitado estranho familiar íntimo completamente estranho.
Cada um mudo na casa de onde nunca saiu dissolvido na pedra na relva na Nespereira no Líriodendro na Magnólia ocupa a sala o leito traz amigos dentro de nós recordo vagamente o que pensamos ou vemos interfere sentido do que não se lembra nem se entende nem projecta.
Fantasma nítido feto de sabedoria de velho vigor de atleta.
Invasor de interiores não: dentro do imperceptível como braço ou olhos pensamentos de outros legião densa Fábula Fabiola – Zoides personagens de Bizâncio imóveis olhos penetrantes instantâneo de mover vertiginoso existentes sem pressa.
Abrigo seguro irreflectida aventura da serenidade sombra na cabeça longe não inventado aperto de mão do ar novo poro dos pulmões chão. To call ter cal ponto crescente abraço – que braço? - vento porta entreaberta opaca e transparente. Está lá? Aí está cá. Lá. Ali.
Decididamente não sei nada de Zoides a não ser que são belos e juntam muita gente.
Siza Vieira
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