O Perfumista
“Tu dizes que ela se deitou nas ervas em cima de umas sacas velhas e que sentiste os seus peitos nas tuas mãos, como se fossem frutos a medrar ao sol, o sabor acariciante dos seus lábios molhados a roçarem os teus, o abismo negro dos seus olhos a entrar dentro de ti.(...) Tu lembras-te de a ver nua, tremendo de frio, de loucura ou de desejo. Ela diz que não era frio, nem loucura, nem desejo. Era medo. Medo de te perder.”
Joaquim Mestre, O Perfumista
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