Hoje mataram-me. E morri-me. Não sei mais o que sou. Talvez nada ou ninguém. Do que fui não restam já vestígios. E saudades nem vale a pena. Não sei se quer se quero saber. Se sou. Ou fui. Ou porquê. Ou porque já não sou...Ou o que serei então...Antes fosse nada e não sentisse. Não falasse. Não agisse. Quem dera poder morrer no desespero das lágrimas e desaparecer. Morrer inteira, rapida e verdadeiramente. Não aos poucos, esmigalhando lentamente cada bocadinho do que fui. Não sei o que quero para mim. Nem se quer o que é o mim. Mas sei que não é isto. O mim não é isto. E não é isto que o mim quer. Estou cansada. Farta! Saturada! Ao matares-me morres-te em mim. E isso eu também não quero. Não te quero morrer. Prefiro fugir. E matar-me sozinha. Longe daqui e de ti. Porque já não sei o que sou e vida assim não é vida. Quero parar de respirar. Faltas-me o ar mas os pulmões enchem e o coração bate. Existir. Quem? Onde? Não sou eu seguramente...Porque eu não sou mais eu e náo estou onde mas algures...perdida. Ajudas-me a encontrar-me? Caminho sem retorno. Encontrar-me para quê?! Se não posso voltar...
Hoje mataram-me. E quem me matou fui eu. (Qual eu?)
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