27 outubro 2009

Terreiro do Gaiteiro

Terreiro do Gaiteiro

«O “Terreiro do Gaiteiro” é um convívio entre tocadores e apreciadores de Gaita-de-Foles, sem qualquer limite de idade, onde estão convidados a participar espontaneamente os que respondem ao apelo de tocar, dançar, ou, simplesmente, de desfrutar da atmosfera festiva que este evento origina. Avivamos que o “Terreiro do Gaiteiro” tem como objectivo primordial fomentar a proximidade e a partilha da música entre gaiteiros, percussionistas, tamborileiros, acordeonistas, etc. Vivendo da participação espontânea do público tocador e dançarino. »

Org.: Terreiro do Gaiteiro e C.A.R.

24 outubro 2009

Originalidade não existe

Nothing is original. Steal from anywhere that resonates with inspiration or fuels your imagination. Devour old films, new films, music, books, paintings, photographs, poems, dreams, random conversations, architecture, bridges, street signs, trees, clouds, bodies of water, light and shadows. Select only things to steal from that speak directly to your soul. If you do this, your work (and theft) will be authentic. Authenticity is invaluable; originality is nonexistent. And don’t bother concealing your thievery—celebrate it if you feel like it. In any case, always remember what Jean-Luc Godard said: “It’s not where you take things from—it’s where you take them to.”

Jim Jarmusch

19 outubro 2009

Playtime




Os arquitectos são uns ditadores!!

18 outubro 2009

Uma Terra sem Gente para uma Gente sem Terra

Umaterrasemgente01

Neste projecto, Nuno Coelho e Adam Kershow lançam uma nova abordagem ao conflito israelo-palestiniano. Fazendo jus à sua profissão de designer gráfico, Nuno Coelho traduz-nos em imagens simples e directas os factos por trás de mais de 60 anos de guerra aberta – a comunicação visual funciona em pleno.

Acima de tudo este projecto potencia a interacção com o público, dando uma nova dinâmica a um problema banalizado ao longo dos anos. Convidados a colorir as imagens produzidas, tornamo-nos parte  integrante da obra que, sendo aberta, conduz à reflexão e à consciencialização de forma autónoma.

De realçar ainda a ironia dos lápis de cor, levando o conflito ao ridículo de uma brincadeira de crianças.

Exposição patente no Centro Cultural Vila Flor até ao dia 1 de Novembro.

15 outubro 2009

Hope and Space

«e perguntam vocês o que é que isto tem a ver com Arquitectura. Se a Arquitectura é responder aos caprichos de meia dúzia de ricos que querem uma casa moderna, se á para fazer uns projectos megalómanos com umas curvas bonitas…então realmente não tem nada a ver com Arquitectura. Mas se pelo contrário a Arquitectura é resolver problemas concretos e ajudar a construir um mundo melhor, então sim: isto é Arquitectura!»

Luca Bonifacio (deturpado pela minha má memória)

Num mundo de extremos controlado por uma curta percentagem de 20% da população e no qual 30% da habitação não cumpre com as condições mínimas de salubridade e segurança, Luca Bonifacio encontra uma vantagem poderosa: é nas situações de crise que somos forçados a estabelecer prioridades.

Actualmente a trabalhar com a UNICEF na construção de escolas em território angolano, Luca Bonifacio trabalhou já em diversos contextos, como o Afeganistão, a Birmânia e, mais mediático, na resposta ao tsunami no Sri Lanka.

Em comum estes projectos têm a vontade de promover o desenvolvimento mais do que dar respostas efémeras e provisórias, em acções congeladas no tempo. Nesse sentido, a valorização de factores psicológicos, éticos e culturais é essencial para uma melhor integração do projecto junto das populações. Os beneficiários são envolvidos directamente em todo o trabalho – tanto no momento das decisões projectuais como na construção efectiva, ao constituir uma percentagem importante senão a totalidade da mão-de-obra. E neste aspecto, Luca Bonifacio destaca a importância do arquitecto que, mais do que técnico ou projectista, assume o papel de mediador político, sindicalista, provocador social. Assim, há que procurar sempre manter a coerência com a identidade do projecto humanitário, lutando para conseguir regras justas para os trabalhadores, assegurando, por exemplo, condições de segurança e da igualdade de género.

O provérbio chinês «não lhe dês um peixe, ensina-o a pescar» parece ser o lema destas operações. Com o envolvimento directo da população, em conjunto com a utilização de sistemas e materiais construtivos tradicionais e contextualizados demonstra-se que é realmente possível conseguir um espaço mais digno com os meios disponíveis e sem necessidade do constante apoio das ONG’s, estimulando a autonomia. Para além disso, esta opção tem vantagens directas no orçamento do projecto, no desenvolvimento da economia produtiva local, nas facilidades de manutenção, já para não falar da sustentabilidade ecológica e de se tratar da resposta mais adequada às condições climatéricas locais.

Procurando o máximo proveito ao mínimo custo, Luca Bonifacio conclui que «os piores projectos são os que não chegam a concretizar-se».

13 outubro 2009

No Limite

Luca Bonifacio é o principal mentor do projecto Hope and Space, um atelier de Arquitectura que trabalha exclusivamente em situações limite, em colaboração com ONG’s, fundações e outras entidades interessadas em «promover no âmbito humanitário uma arquitectura pobre em custos e rica em conteúdos».

Nos últimos sete anos Hope and Space desenvolveu projectos em diversos contextos, desde o Afeganistão ao Brasil, procurando sempre conciliar a economia da construção com a sua sustentabilidade e integração plena no contexto.

Em conferência na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, Quarta-feira, dia 14, às 14h30.

 

(esta é a Arquitectura que interessa!)

12 outubro 2009

Bigness

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Bigness já não faz parte de qualquer tecido urbano.

Existe. No máximo, coexiste.

O seu subtexto é «fuck the context».

Rem Koolhas – SMLXL

(isto é a Arquitectura que se quer hoje em dia…)

09 outubro 2009

Anita

 

 

Há dias pensando sobre jardins japoneses lembrei-me da Anita (não sei ao certo o porquê desta associação).

Gostava dos livros da Anita. O que melhor recordo é Anita no jardim…Talvez também Anita de bicicleta. Marcava-me o facto de ela e o irmão – que recordo como Pedrito, seria? – se darem tão bem.

Recentemente, a curiosidade foi mais forte e abri um livro da Anita num hipermercado. Apercebi-me que, com os tempos, também as velhas histórias tinham mudado: em vez das brincadeiras no jardim, Anita conversava em chats na Internet, a bicicleta foi trocada por um telemóvel e as boas relações com Pedrito tornaram-se tão violentas que o levaram ao Hospital. Tive saudades dos clássicos!

Sinto-me retrógrada…

07 outubro 2009

Lisbon Revisited

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Álvaro de Campos

05 outubro 2009

Todos os Sapatos do Mundo

todos os sapatos do mundo

«este homem apresentou-se à humanidade com a pose grotesca de um cowboy que tivesse herdado o mundo e o confundisse com uma manada de gado. Não sabemos o que realmente pensa, não sabemos sequer se pensa (no sentido nobre da palavra)(…) »

José Saramago

14 Dezembro de 2008. O jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi atira um sapato contra George W.Bush numa conferência de imprensa durante a última visita do ex-presidente norte-americano ao Iraque. O acto, simbolicamente considerado insultuoso no médio oriente, foi aplaudido não só no Iraque como internacionalmente, como grito de revolta e protesto contra a governação Bush.

O presente trabalho pretende, tal como o ousado gesto de al-Zaidi, ser o «beijo do adeus», como o próprio terá dito, a um dos (senão O) mais poderosos criminosos do Mundo. Representa todos os sapatos do mundo - os sapatos que algum dia, em algum lugar, alguém desejou atirar ao ex-presidente George W. Bush. Um grito de protesto por cada iraquiano assassinado no Iraque, um grito de protesto por todos os atentados cometidos durante a sua presidência: contra a justiça, contra a liberdade, contra a democracia, contra a humanidade…contra a inteligência.

Procurando referências entre vários artistas e movimentos artísticos contemporâneos, é na Arte Conceptual que esta instalação encontra as suas bases estruturais: tenta ser um veículo para a transmissão de uma ideia, assumindo o seu aspecto formal um papel secundário, reduzido ao essencial para a transmissão da ideia e evitando dispersar as atenções da sua intenção. A temática deste trabalho, ao aludir criticamente a situações políticas, é inspirada por artistas como Hans Hacke, Barbara Kruger ou Luciano Fabro, para além do trabalho «Todos os submarinos dos EUA» de Chris Burden.

Maio 2009

 

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