arquitectura ou iconografia?


Li esta semana um artigo numa nova revista de arquitectura (neste momento já se devem ter apercebido da minha insistência neste tema..) sobre uma obra a ser construída em Bragança ( e para quem não sabe, a minha terra natal..), vencedora dum concurso para um "Centro de Interpretação do Parque Natural de Montesinho". Mal li estas palavras fiquei curioso, inda para mais tendo já lido sobre os 2.º e 3.º prémios desse concurso...
Olhei as primeiras imagens...Susto! Grande susto...um objecto, estranho, qual "calhau" emergente da terra, que fará agora companhia aos Touros da rotunda..
Na envolvente, de um lado a cidade, prédios de 8 andares - penso - e uma rotunda com 1 escultura onde dois touros denunciam a proximidade do mundo rural. Do outro, um parque, arborizado, com pretensões de futuramente vir a ser usado pelos cidadãos...o edifício situa-se num espaço de transição entre o urbano e o 'natural'(não o rural). O que a Arkibyo faz? Uma escultura. Citando: "Pretende-se que a proposta seja lida como uma intervenção iconográfica em consonância com o terreno e com um espírito fortemente enraizado nas tradições da arquitectura vernácula da "Terra Fria Transmontana" marcada por um carácter celular e tectonico".
Pela sua escala, parece-me que não faz uma transição muito pacífica entre aqueles dois planos nem se impõe enquanto edifício de referência que deveria ser. Além do mais, o edifício tem um programa que não pode ser seccionado em pequenas células como é feito numa alusão à 'arquitectura vernácula' das aldeias, onde se construía sem planeamento e o programa -habitacional- é muito reduzido e independente de 'célula' para 'célula'..
Alguma coisa terá de bom, vantagens frente à casa da Música: usa materiais locais e a implantação está presa à topografia.
A questão: será mais importante a arquitectura ou o edifício enquanto ícone?
[+ referências: Cannata&Fernandes intervêem na malha urbana -ou rural?- de uma aldeia transmontana com uma atitude mais feliz]
Olhei as primeiras imagens...Susto! Grande susto...um objecto, estranho, qual "calhau" emergente da terra, que fará agora companhia aos Touros da rotunda..
Na envolvente, de um lado a cidade, prédios de 8 andares - penso - e uma rotunda com 1 escultura onde dois touros denunciam a proximidade do mundo rural. Do outro, um parque, arborizado, com pretensões de futuramente vir a ser usado pelos cidadãos...o edifício situa-se num espaço de transição entre o urbano e o 'natural'(não o rural). O que a Arkibyo faz? Uma escultura. Citando: "Pretende-se que a proposta seja lida como uma intervenção iconográfica em consonância com o terreno e com um espírito fortemente enraizado nas tradições da arquitectura vernácula da "Terra Fria Transmontana" marcada por um carácter celular e tectonico".
Pela sua escala, parece-me que não faz uma transição muito pacífica entre aqueles dois planos nem se impõe enquanto edifício de referência que deveria ser. Além do mais, o edifício tem um programa que não pode ser seccionado em pequenas células como é feito numa alusão à 'arquitectura vernácula' das aldeias, onde se construía sem planeamento e o programa -habitacional- é muito reduzido e independente de 'célula' para 'célula'..
Alguma coisa terá de bom, vantagens frente à casa da Música: usa materiais locais e a implantação está presa à topografia.
A questão: será mais importante a arquitectura ou o edifício enquanto ícone?
[+ referências: Cannata&Fernandes intervêem na malha urbana -ou rural?- de uma aldeia transmontana com uma atitude mais feliz]
1 Comentários:
ora aí está algo de que eu não tinha conhecimento e que acho bastante positivo que seja postado. Isto porque a mim, pessoalmente, me permite manter-me informada e ir conhecendo um pouco mais da realidade daquela que pretendo (talvez) que venha a ser a minha área...
agora peço desculpa pelo comment pouco construtivo e´bastante fútil e vazio...simplesmente acho que deves continuar a postar cenas destas, porque o pessoal lê, mesmo que não comente. e logo aí já está a ter alguma utilidade...
continua...
08 junho, 2006 23:57
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